Johan Cruyff: Formação dos Jogadores até aos 10 anos

Johan Cruyff mostra-nos no seu livro: “Fútbol: mi filosofia” os aspetos que se devem ter em conta na formação dos jovens jogadores.

Neste artigo abordamos o trabalho que se deve realizar com as crianças até aos 10 anos.

Vídeos e Imagens criados no software desportivo TacticalPad (clicar neste link para aceder à versão de demonstração gratuita).

Aspetos a ter em conta (até aos 10 anos):

– Os jogadores melhores dotados tecnicamente jogarão mais vezes no 11 inicial (no futuro);

– As crianças desfrutam mais jogando;

– Deve-se pouco a pouco habituar as crianças destas idades a jogarem em equipa;

– Deve-se travar com suavidade quem tenha muita tendência ao drible e animar quem seja tímido para que drible mais vezes;

– Devemos formar educativamente as crianças, tratando de não cair em comparações.

Tendo em conta as orientações dadas por Johan Cruyff, mostramos em seguida alguns contextos de exercitação em que as crianças desenvolverão a sua “Relação com a Bola”, mas sempre de uma forma jogada (como elas tanto gostam e aplicam nos jogos orientados e criados por elas).

(1) “A Fuga”:

Imagem:

A Fuga

Descrição:

– No espaço mostrado na imagem anterior, coloca-se um jogador com bola no centro “dentro” do losângulo formado pelos cones vermelhos. Os restantes jogadores com bola também, colocam-se no espaço entre os cones vermelhos e os cones amarelos.

– Ao sinal do Treinador, os jogadores “exteriores” devem deslocar-se no sentido dos ponteiros do relógio (sentido horário) ou no sentido contrário (anti-horário) conduzindo a bola junto à superfície indicada (pé direito, pé esquerdo) enquanto o jogador “interior” deve deslocar-se da mesma forma mas no sentido contrário.

– Quando o Treinador dá novo sinal (apito, palmas, etc.) os jogadores “exteriores” devem conduzir o mais rapidamente possível a bola até uma das “balizas” (formadas pelas estacas vermelhas), tratando assim de lá chegar primeiro do que o jogador “interior” que sem bola trata de evitar que algum dos jogadores “exteriores” entre com a bola controlada numa das “balizas”, trocando de função com ele se o conseguir.

Vídeo:

(2) “Troca de Campo Veloz”:

Imagem:

Troca de Campo Veloz

Descrição:

– Divide-se a equipa em dois grupos, um em cada um dos lados da grande área. Em cada um desses espaços estão todos os jogadores com uma bola exceto um que deve tentar recuperar a bola a um dos colegas;

– O jogador que ficar sem a bola (diretamente – por recuperação do que não a tinha através de desarme, ou indiretamente – bola sair dos limites estipulados para o espaço de jogo) deve tentar recuperá-la a outro jogador (não pode recuperar ao que lhe tinha recuperado a bola anteriormente) e assim sucessivamente;

– Ao sinal do Treinador todos os jogadores com a posse da bola conduzem-na para o outro espaço, sendo que o jogador que não tem nenhuma bola fica no seu espaço e tenta recuperar uma bola a um dos jogadores que vem do outro lado (colocado em cima da linha lateral da grande área). Se não conseguir recuperar nenhuma bola, o último jogador a chegar ao espaço entrega-lhe a sua bola e passa a ser ele o que tenta recuperar a bola aos outros jogadores.

Vídeo:

(3) “A Perseguição”:

Imagem:

A Perseguição

Descrição:

– Divide-se a equipa em várias duplas. Cada uma das duplas utiliza o espaço correspondente a um triângulo com os vértices separados 10 metros. Cada jogador dispõe de uma bola;

– Os jogadores ao sinal do Treinador conduzem a bola pelo exterior do triângulo, tentando o nº10 da equipa laranja apanhar o nº10 da equipa vermelha e branca (tendo sempre a obrigatoriedade de movimentarem pelo exterior do triângulo);

– O jogador que “foge” pode conduzir a bola em ambos os sentidos de forma a não ser apanhado pelo seu perseguidor. Limita-se o tempo que o perseguidor tem para apanhar o colega e depois trocam de funções.

Vídeo:

Autor:

Pedro Mendonça


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