Porquê? Porquê? Porquê? As razões da derrota do Chelsea de José Mourinho em Paris

Na 1ª mão dos Quartos de Final da Liga dos Campeões da UEFA o Paris SG venceu o Chelsea FC por 3-1.

3DNo final do jogo José Mourinho explicou a derrota dizendo que a equipa “soube ter a bola, mas não soube atacar” mostrando o seu desagrado “não estou contente com a atuação ofensiva”.

Referiu ainda que os golos sofridos foram porque “cometemos erros defensivos, erros individuais”.

Tendo como referência as palavras do treinador português, analisaremos o que correu assim tão mal na atuação da equipa inglesa.

Iniciaremos com a incapacidade do Chelsea FC em atacar corretamente.

1. Amplitude através do Lateral errado:

Amplitude Ivanovic

A equipa demonstrou um Princípio básico que se deve ter quando se ataca: “Fazer o Campo Grande”, no entanto utilizar o Lateral Direito (Ivanovic) como homem responsável por “abrir o campo” no corredor direito do jogo, uma vez que o Extremo (Willian) ia sistematicamente para o corredor central não permitiu que a equipa criasse desequilíbrios por esse lado. A equipa teria beneficiado com a troca de Laterais (Ivanovic para a esquerda e Azpilicueta para a direita) uma vez que o espanhol é muito mais ofensivo e tem mais qualidades atacantes do que o sérvio que é essencialmente um bom defesa.

2. Desdobramentos de Azpilicueta a Hazard pelo lado errado:

Desdobramento AzpilicuetaQuando a bola entrava no Extremo Esquerdo (Hazard) o Lateral Esquerdo (Azpilicueta) realizava o desdobramento tão necessário para desequilibrar os defesas adversários. No entanto como o espanhol é destro, ao fazer o desdobramento pelo lado de fora fazia com que quando recebesse a bola não conseguisse dar um bom seguimento à jogada (dificuldades para cruzar com o pé esquerdo de uma maneira precisa). Teria sido bem mais perigoso se esses desdobramentos tivessem sido realizados por dentro, conseguindo Azpilicueta receber a bola nos espaços interiores da grande área.

3. Pouca presença dentro da grande área adversária (1ª parte do jogo):

Pouca presença na áreaA imagem anterior retrata o que se passou na 1ª parte do jogo. O Chelsea FC sempre que tinha a bola junto à linha lateral em condições de ser cruzada para dentro da grande área não conseguia criar perigo uma vez que normalmente apenas 1 jogador da equipa se encontrava dentro da grande área para dar seguimento ao cruzamento, mantendo-se os restantes muito afastados desses espaços vitais para se poder marcar golo.

4. Chegar e não estar (2ª parte do jogo):

Chegar, não estarNa 2ª parte o erro passou a ser outro. Em vez de chegarem aos espaços vitais dentro da grande área para poderem responder com êxito ao cruzamento proveniente dos corredores laterais, os atacantes e médios da equipa de José Mourinho colocavam-se nesses espaços ainda antes do cruzamento ser realizado, facilitando dessa forma o trabalho aos defesas da equipa francesa.

5. Poucos remates desde o exterior da grande área:

Por vezes parecia que os jogadores da equipa inglesa queriam entrar com a bola controlada dentro da baliza do Paris SG. Principalmente David Luiz e Hazard tiveram algumas ocasiões em que dispunham de espaço e se encontravam em boas condições de realizar um remate perigoso desde o exterior da grande área, no entanto a verdade é que em vez de rematarem, tentavam entrar em combinações com algum colega que se encontrava por perto, tentando progredir com a bola pelo interior da grande área.

Passamos agora para os “erros defensivos, erros individuais” cometidos pelos jogadores do Chelsea FC nos golos sofridos.

1º Golo Sofrido (Lavezzi):

Neste 1º golo do Paris SG muitos erros foram cometidos pelos jogadores de José Mourinho. Começou logo em Willian que permitiu que o cruzamento fosse realizado praticamente sem oposição, deveria ter tentado impedir o cruzamento com mais agressividade defensiva. No centro da grande área Terry conseguiu ganhar a bola mas efetuou um mau alívio da bola (nunca se pode aliviar a bola para o centro da grande área). Azpilicueta, David Luiz e Ramires cometeram um erro gravíssimo em não terem fechado o espaço central da grande área (junto à marca de grande penalidade) permitindo que dois jogadores adversários (Lavezzi que marcou o golo e Cavani) aí se encontrassem completamente livres de adversários.

2º Golo Sofrido (David Luiz na própria baliza):

Neste 2º golo originado de um pontapé livre lateral devido a uma falta de David Luiz, dois jogadores ficam mal na “fotografia”. Desde logo o Guarda-Redes Peter Cech que deveria ter saído da linha de baliza para agarrar a bola vinda do cruzamento (as marcas do grave incidente ocorrido à uns anos atrás e que fazem com que o guarda-redes checo continue a utilizar um capacete de proteção fazem com que ele pareça em algumas ocasiões ter receio do choque com os adversários). E claro, David Luiz que tentou tirar a bola da zona de perigo com “excesso de classe” (talvez provocada por ter jogado a Médio Centro, tendo assim de ter menos concentração defensiva do que se tivesse jogado a Defesa Central). Nestas situações o guarda-redes e os defensores têm de inspirar “medo” nos atacantes adversários, devem demonstrar um comportamento agressivo, defendendo com todas as suas forças os espaços dentro da grande área.

3º Golo Sofrido (Pastore):

Por fim, no 3º golo os erros iniciaram-se logo no momento em que Pastore conseguiu receber a bola do lançamento lateral no pé, sem que os 3 adversários que se encontravam perto de si (Azpilicueta, Willian e Lampard) o incomodassem. Posteriormente quando o argentino levou a bola para junto da linha final, Azpilicueta e Lampard talvez com receio de fazer falta ou ceder pontapé de canto (fazendo com que a equipa francesa gastasse mais alguns segundos preciosos na etapa final do jogo) não tiveram agressividade suficiente e foram facilmente ultrapassados. Assim, Pastore conseguiu entrar dentro da grande área e Terry em vez de fechar imediatamente o espaço entre ele e a bola, permaneceu estático em frente à baliza, permitindo o avanço de Pastore para junto da baliza (Terry estava mais preocupado com um cruzamento para Cavani do que com o remate de Pastore). Desta forma o argentino conseguiu rematar ao “1º poste” sem oposição, surgindo então o erro final da noite, cometido novamente por Peter Cech que fechou mal o espaço do 1º poste, entrando a bola por aí (nesse lado nunca pode ser golo, o Guarda-Redes tem sempre de fechar o poste do lado da bola – “1º poste).


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