Treinar Futebol vs Treinar o “nosso” Futebol

Pep Guardiola é considerado um dos melhores treinadores de futebol do mundo. As suas Ideias de Jogo são excelentes e fazem com que as suas equipas pratiquem sempre um futebol ofensivo de grande qualidade, aliando a estética do jogo à eficácia (a grande percentagem de posse de bola em todos os jogos é traduzida por uma elevada quantidade de golos marcados).

No livro: “TAC-TAC – o futebol de Pep Guardiola periodizado taticamente” mostrámos essas Ideias e referimos aquele que é o seu ponto fraco: a metodologia de treino utilizada pela sua equipa técnica.

Neste artigo mostrámos a diferença entre treinar futebol (o que acontece na maior parte dos exercícios utilizados pelo FC Bayern Munique) e treinar o “nosso” futebol (tal como é defendido pela metodologia de treino: Periodização Tática).

Vídeos criados no software desportivo TacticalPad (clicar neste link para aceder à versão de demonstração gratuita).

Cada vez mais se sabe a importância de se treinar especificamente. No futebol temos assistido à melhoria da performance dos jogadores a um ritmo extraordinário. Tal sucede porque cada vez mais os jogadores treinam em condições semelhantes às que irão encontrar no jogo, ao contrário do que sucedia antigamente.

É fácil de perceber que para se melhorar a jogar futebol, tem-se que treinar futebol (adaptando as condições da exercitação ao longo dos dias para se poder ter melhorias a nível individual, a nível dos vários setores que compõem a equipa e a nível coletivo).

No entanto falta ainda avançar mais um degrau para se alcançar a especificidade no treino de futebol.

Como poderemos ver no vídeo seguinte, em que mostrámos um exercício muitas vezes utilizado pelo FC Bayern Munique de Pep Guardiola, a especificidade do jogo de futebol está totalmente presente enquanto a especificidade do modelo de jogo da equipa só está parcialmente (as ideias gerais acontecem, mas os jogadores não estão relacionados de acordo com o que irá acontecer no jogo, tanto a nível dos espaços ocupados, como a nível da interação com os colegas de equipa que jogarão perto de si no jogo real).

Aproveitando o exemplo anterior, apenas com algumas modificações, conseguimos dar maior especificidade ao exercício, para que o que vai acontecer no jogo esteja representado no treino.

Com a mesma estrutura do exercício, e apenas algumas alterações consegue-se dar mais especificidade ao treino. As equipas formadas têm em consideração os jogadores que habitualmente atuam mais perto uns dos outros na zona central do campo de jogo (Centrais e Médios Centro).


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